Sinopse: Uma policial exemplar A tenente Lindsay Boxer não podia vacilar: era matar ou morrer. Ela estava na mira de uma arma. Se não puxasse o gatilho da sua pistola, a Polícia de São Francisco perderia um dos seus melhores oficiais. Lindsay não teve dúvida, afinal era legítima defesa. O resultado: uma adolescente morta, uma cidade dividida e a tenente no banco dos réus. O julgamento que pode mudar uma vida Antes de ser levada a júri, Lindsay resolve descansar na pitoresca Half Moon Bay. Mas não é exatamente descanso o que ela encontra. Uma série de crimes vem assustando a pequena cidade. Não há pistas nem testemunhas. Porém um detalhe intriga a tenente e pode ter ligação com um caso jamais resolvido. As cartas já estão na mesaCom a ajuda das amigas Claire e Cindy nas investigações, Lindsay corre contra o relógio para deter a onda de assassinatos. Enquanto isso, conta com o auxílio da advogada Yuki Castellano para provar que é inocente da acusação que pesa sobre seus ombros.
Assim como no primeiro livro, O Dia da Caça, James Patterson não me decepcionou. 4 de Julho é muito bom também. Um thriller policial de primeira, leitura obrigatória para os amantes do gênero e para os leitores ocasionais, à procura de uma boa estória para colocar em dia o hábito da boa leitura.
A capa do livro não me entusiasmou muito, e já vou adiantando que esse é o único ponto negativo (pelo menos para o meu gosto) que vou apontar acerca do livro. Mas, como diz o ditado: beleza não se põe na mesa. Não é mesmo? Por isso, o que realmente conta é o conteúdo. E conteúdo é o que 4 de Julho tem de sobra.
James Patterson repete a façanha de contar uma boa história em 207 páginas que, certamente, poderia preencher perfeitamente 500 páginas de um livro. São 146 capítulos curtos, com uma narrativa clara, objetiva e precisa. Patterson e Maxine não perdem tempo com enrrolação, vão direto ao ponto. Na época atual, onde tudo é mais do que instantâneo e imediato, o livro segue nessa vertente com uma leitura rápida, intensa, limpa e, o que é melhor, com muito conteúdo. (Sinceramente, não sei como o autor consegue falar tudo em tão pouco espaço!).
Os personagens não deixam para menos. Como em todos os livros do autor, você pode esperar por personagens humanos, cativantes, que é impossível não sermos atraídos por suas atitudes. Lindsay Boxer, a protagonista desse livro, é simplesmente apaixonante. Íntrega, verdadeira, amiga, boa policial, amante perfeita, e o mais legal, de pavil curto. Mas só com os cafajestes, obviamente.
E por falar em sujeitos de mau-caráter. Os assassinatos em 4 de Julho são bem interessantes, originalíssimos (pra dizer o mínimo) e impactantes. O suspense é garantido até a última página. Acaba-se suspeitando de tudo e de todos, o que é inevitável. Eu mesmo apostei em dois e, no final do livro, quebrei a cara. Faça você a sua aposta e veja se acerta quem é o serial-killer, porque o desfecho é dramático e surpreendente. Garanto.
4 de Julho vai muito além do romance policial estiriotipado do tipo thriller de suspense com multiplos assassinatos e investigação forense. Além de ser competente nesse quesito, 4 de Julho ainda nos faz refletir sobre a condição humana inserida num contexto social moderno, com conflitos sociais bem atuais. Por exemplo: Lindsay vai a julgamento por ter agido em auto defesa contra dois delinquentes homicidas. Não é, de fato, o que se vê na TV o tempo todo, a polícia fazendo o seu trabalho de mãos atadas, por que os criminosos "possuem direitos" e as vítimas o consolo dos parentes. E há outros aspectos interessantes no livro, como: amor, amizade, companheirismo, ódio, vingança, injustiça, etc. Assuntos para fazer a gente refletir sobre o nosso papel na vida.
Com uma boa ambientação, precisa e atual; uma intrigante e tensa história policial; narrativa fluida e rica em diálogos inteligentes e humanos; personagens cativantes, apaixonantes; 4 de Julho afirma-se como um bom romance policial que repete a qualidade literária de James Patterson como autor de best sellers. Particularmente, amei esse livro. De tudo a favor, só tenho um contra: a capa. De resto,o livro é recomendadíssimo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário