sábado, 9 de março de 2013


Sinopse:
“Eduarda de Ávila é uma jovem de 17 anos, que estudou a vida inteira em escola pública, mas no último ano do ensino médio sua mãe, como havia planejado, a transferiu para uma instituição particular. Foi nesta nova escola que Duda, deslocada, conhece a sensual e divertida vampira Ester. Passando mais tempo juntas ao realizar trabalhos, a amizade das duas cresce e um novo sentimento inesperado surge.
A família de Duda não aceita o relacionamento e ao completar 18 anos ela foge com Ester. Descobre que nem tudo iria ser tão fácil e na casa da vampira, Duda conhece a sua misteriosa família e amigos. Em meio a ciúmes, intrigas, segredos e dilemas, Eduarda terá que enfrentar tudo isso para continuar com sua Doce Vampira. Será que esse amor é forte o suficiente?”

Resenha de Doce Vampira:

Há pouco tempo a Ju Lund lançou seu primeiro livro, “Doce Vampira” pela editora Ornitorrinco, e assim que vi o livro recém saído da pré-venda não me aguentei de curiosidade e comprei. Ao ter o livro em mãos acabei abandonando a leitura que estava fazendo e iniciando de uma vez “Doce Vampira”.
De cara conhecemos Eduarda, a protagonista, quando ela está passando por uma situação complicada, com um prólogo que já nos deixa preparados para o que Duda ainda enfrentará.
Prestes a completar 18 anos, Duda está se relacionando com a vampira Ester. Numa sociedade onde a raça vampírica já assumiu sua existência e há algum tempo vive pacificamente com os humanos, a relação das duas meninas está longe de ser entendida e respeitada. Por conta do duplo preconceito, estar se envolvendo com alguém do mesmo sexo e também uma vampira, Eduarda é forçada a se afastar de Ester.
Após buscar um meio de se aproximar novamente de Ester e acabar numa convivência desigual com os criadores de sua namorada, Louise e Nicolás, Duda entra em situações de ciúmes e desconfianças que acabam influenciando em sua relação.
No meio de uma tempestade de sentimentos contraditórios e de atitudes inesperadas percebemos os diferentes caminhos possíveis para a protagonista. De ambos os lados, no entanto, vemos a imposição de atitudes de forma rigorosa e radical.
Com um final surpreendente e nada previsível, JuLund nos deixa com algumas perguntas a serem respondidas, assim como costuma fazer em seus contos que em sua maioria nos deixam com um gosto de quero mais.
Adoraria saber mais sobre a situação política de vampiros e como eles chegaram a tal ponto, da mesma forma que fiquei muito curiosa sobre os mistérios da raça que Ester e sua família pareciam estar escondendo de Duda, por essas e outras tenho que concordar com a autora Ana Lúcia Merege que afirmou “O final é instigante e exige uma continuação.”
A narrativa do livro é em primeira pessoa, praticamente todo do ponto de vista de Duda, exceto em um capítulo denominado “Revivendo Paris”, quando nos deparamos com a narrativa de Ester.
Apesar do foco do livro ser o romance entre as personagens Duda e Ester, “Doce Vampira” muitas vezes passa longe do clima leve e divertido associados as chick lits. Pelo contrário, o clima inerente a esta leitura é o de suspense.
Em algumas momentos foi inevitável não comparar a história escrita por JuLund com a obra famosa de Stephenie Meyer, Crepúsculo. Duda muitas vezes me lembrou a personagem Bella com as suas inseguranças e impulsividades, bem como as atitudes e comportamentos dos vampiros que em “Doce Vampira” são bem diferentes daquelas que estamos acostumados a associar aos vampiros clássicos.
Recomendo a leitura para a galera que curte um romance como foco central da trama, sem esquecer dos mistérios a serem desvendados e dos seres fantásticos.

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