sábado, 9 de março de 2013


                                  Resenha:

Devo dizer que já tinha assistido o filme PS. Eu Te Amo e confesso que, apesar de ter adorado, não conseguia me lembrar bem do final. Quando soube que a Novo Conceito iria lançar o livro pensei: preciso dele! Queria lembrar como terminava a estória de Holly, mas, lendo o livro, percebi que existem algumas diferenças entre ele e sua adaptação cinematográfica e por incrível que pareça, me emocionei muito mais com o filme do que com o livro, coisa rara de acontecer porque sempre acho que o livro é mais detalhado e emocionante do que os filmes adaptados deles. Talvez o fato do livro ser narrado em terceira pessoa tenha me ‘afastado’ da estória, que vi mais como uma expectadora do que alguém vivendo aquilo. Mas, vamos falar do livro.
Holly Kennedy tem 29 anos a acabou de perder seu marido e melhor amigo, Gerry. Devastada pela dor, ela passou semanas se arrastando pela casa, sem comer, sem conseguir dormir e sem conseguir acreditar que Gerry se fora para sempre.
Namorados da época de colégio, Holly e Gerry ficaram casados por sete anos. Depois de reclamar de uma enxaqueca, Gerry foi diagnosticado com um tumor no cérebro. Duas cirurgias não conseguiram curá-lo e o plano deles de viverem juntos para sempre se foi, junto com Gerry.
Quem finalmente consegue fazer Holly sair de casa é sua melhor amiga Sharon. Ela convence Holly que alguma hora ela vai precisar de casa e voltar a viver, um dia de cada vez. Sharon também a fez perceber que não fora apenas ela quem perdera Gerry: Sharon e seu marido John perderam seu melhor amigo, seus pais haviam perdido o genro, os pais de Gerry perderam seu único filho. Havia muitas pessoas sofrendo pela morte de Gerry e ela decidiu que teria que seguir adiante; e o primeiro passo seria passar na casa dos pais e buscar uma encomenda destinada a ela.
O pacote não tinha remetente, mas Holly imaginava quem poderia ter mandado, apesar de não conseguir acreditar.
Muito antes de adoecer, Gerry sempre brincava dizendo que deixaria em seu testamento uma lista com as coisas que ela precisria fazer para sobreviver sem ele. Coisas do tipo: comprar leite, fechar as portas e janelas antes de dormir, nunca comprar um vestido branco caro. E depois de sua morte, eis que chega um envelope com apenas duas palavras escritas: A Lista. E dentro do pacote dez pequenos envelopes com diferentes meses do ano escritos neles, e junto com eles uma carta de Gerry explicando que, como prometera, ali estava a lista como sobreviver sem ele e que ela deveria abrir cada envelope no mês certo e que ele sempre estaria com ela, entre outras coisas lindas, que não vou colocar aqui senão estraga a leitura.
Holly segue cada etapa da lista, esperando ansiosamente o mês seguinte para saber qual surpresa Gerry reservara para aquele mês. E é com a ajuda de seu falecido marido que Holly vai aprender a viver sem ele. É lindo, é triste e é inspirador.
Depois da morte de Gerry, Holly percebe quem são seus verdadeiros amigos; que a vida segue, mesmo que ela esteja sofrendo; que a família é uma das coisas mais importantes que temos, mesmo que sua irmã seja irritante e tenha o cabelo cor-de-rosa; seu irmão mais próximo a decepcione; seu irmão mais novo seja praticamente um desconhecido e seu irmão mais velho que sempre foi meio rabugento e irritante, acabe mostrando novas facetas…
Todos sofrem a perda de Gerry, que era amado, querido e divertido, mas Holly é a que tem mais dificuldades em seguir em frente. As cartas de Gerry a ajudam a ver que ela é forte e que ela vai conseguir sobreviver sem ele, mesmo que a dor da perda não desapareça de uma hora para outra e que ela fraquege muitas vezes ao longo do caminho.
O livro é muito bonito, tem um ‘quê’ de Nicholas Sparks, com drama e sofrimento que deveriam ter me feito chorar. Será que depois de ler todos esses dramas estou começado a ficar insensível? Enfim, o único momento que me fez derramar lágrimas foi a passagem que mostra Gerry já doente, preparando a surpresa para o mês de agosto. Triste, triste, muito triste.
Mas a vida segue, Gerry sabia disso e fez o que pôde para preparar Holly para recomeçar sua vida. As cartas que ele deixa são doces, ternas e cheias de incentivo de que Holly precisa continuar a viver e que apesar de ele não poder mais estar ao seu lado fisicamente, ainda assim ele sempre estará cuidando o dela.
“- Encontrar alguém que amamos e sermos amados é um sentimento maravilhoso, maravilhoso. Mas encontrar uma alma gêmea é um sentimento ainda melhor. Uma alma gêmea é alguém que entendo você como nenhuma outra pessoa, que ama você como ninguém, que estará ao seu lado para sempre, independetemente do que aconteça. Dizem que nada dura para sempre, mas acredito firmimente que, na verdade, para algumas pessoas, o amor continua vivo depois da morte.”
Mergulhada em seu sofrimento, Holly muitas vezes esquece que seus melhores amigos também estão sofrendo e várias vezes ela precisou levar uma ‘sacudida’ para perceber isso.
PS. Eu Te Amo mostra o poder do amor: da família, dos amigos e da alma gêmea. Recomendo demais!

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