quinta-feira, 14 de março de 2013

14 de março dia da poesia

Hoje 14 de março dia da poesia uhul....     "Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."

sábado, 9 de março de 2013

Sinopse:
Cruzar os mais de 60 quilômetros entre a vila de Kent e Londres, de ônibus, com os amigos do colégio, a princípio pode parecer uma excursão comum. Mas em um mundo infectado por maiores de 16 anos, cheios de feridas purulentas e famintos por carne humana, esse roteiro não é exatamente um passeio. É o plano de fuga para a possível salvação de Jack, Ed e de mais alguns garotos, em uma busca desesperada por um lugar seguro. Mesmo que ninguém tenha certeza de que esse lugar ainda exista.
Sinopse:
os 18 anos, Lily Sanderson vai se tornar uma garota. Ela ainda será sereia, mas, ao assinar sua renúncia ao trono de Thalassínia, vai apagar completamente a princesa Lily e dar vida à plebeia Lily. Com seu namorado Quince ao seu lado, um humano, Lily está feliz com sua decisão. Mas logo a maré começa a virar. Seu pai envia Dosi, a prima encrenqueira, para morar com ela em terra. O que Dosi teria aprontado desta vez para ser exilada e ficar presa em sua forma humana - algo que ela odeia? As ondas trazem ainda um garoto-tritão direto do seu passado. Sua chegada e um pedido a deixam confusa, e ela já não tem mais certeza do que quer. Lily se vê no meio de um tsunami de decisões- seu futuro com Quince versus a lealdade ao reino.

As Aventuras de Pi


Considerado um dos romances mais significativos dos últimos tempos, As Aventuras de Pi de Yann Martel virou filme. Para quem quer conferir o livro, pode ter a oportunidade. O livro já foi publicado por aqui com o nome de A Vida de Pi, pela Editora Rocco, em 2004 com a capa que se pode ver ao lado esquerdo.  
O narrador da história é um garoto indiano de 16 anos chamado Piscine Molitor Patel, mais conhecido como Pi. Sua família administra um zoológico na cidade de Pondicherry, mas decide abandonar o país no auge de sua instabilidade política, nos anos 70. A idéia é se mudar para o Canadá, pegando carona no cargueiro que transferirá os animais do zôo para os EUA. Infelizmente, o navio afunda logo nos primeiros dias de viagem. Há apenas cinco sobreviventes: Pi, uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre de Bengala, todos salvos pelo único barco salva-vidas disponível. Inicia-se aí uma cruel luta pela vida entre cinco mamíferos no meio do oceano Pacífico. Aparentemente, Pi não tem a menor chance de escapar das feras. Enquanto aguarda sua vez de ser devorado, o garoto tenta encontrar alguma remota possibilidade de matar o tigre, o que é praticamente impossível: o animal está saudável, pesa mais de 200 quilos e é capaz de nadar. À beira do desespero, Pi conclui que o melhor a fazer é manter o felino vivo e dependente de seus cuidados. Esta é sua única chance. O jovem usa o conhecimento que adquiriu no trato dos animais no zoológico para domar a fera e conquistar o seu respeito. E o tigre, acostumado a viver numa jaula e a ser alimentado pelos humanos, não demora para perceber que precisa de Pi vivo. O mais impressionante é que o autor, Yann Martel, consegue dar um final surpreendente a uma história tão incomum. A conclusão desta aventura imprevisível contrapõe a grandiosidade e a mediocridade que coexistem em todo ser humano.

Sinopse: Para Janie, uma garota de 17 anos, ser sugada para dentro dos sonhos de outras pessoas está se tornando normal. Janie não pode contar a ninguém sobre o que acontece com ela - eles nunca acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, ela vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que não quer e não pode controlar. Mas, de repente, Janie acaba presa dentro de um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez, ela deixa de ser expectadora e se torna uma participante...

A sinopse empolga não? Será que ela vai enfrentar forças sobrenaturais, ou um assassino, um maniaco?
Eu comprei o livro levada pela empolgação da sinopse, e estava louca para lê-lo. Quando comecei a ler me desanimei um pouco. A narrativa de Lisa é um tanto estranha e abrupta. Com momentos entrecortados e subtos, e pulos grandes na história. A estranheza me fez ter um certo receio, mas dei uma chance e continuei a leitura.
O livro leva um tempo até assumir um ritmo e para que se possa acostumar com a escrita. Fiquei na expectativa de quando ela entraria esse pesadelo em que ela seria uma participante.
E esperei até perceber que não tinha nada de assassino, nada de monstro, nada de nada.
Na verdade, o lviro é prevísivel e não tem grandes segredos e surpresas. E o fim é o abrupto e repentino que é estranho.
Apesar disso tudo, e de eu ter esperado muito mais do livro do que realmente ele é, gostei dele. Não é um dos meus BEST FOREVER, mas...
O livro acaba sendo bonzinho.
Eu darei uma chance, claro, lendo a continuação FADE.


Sinopse: Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dessa média. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer do passado e começar uma linda história de amor? Qual seu número revela os segredos de cada mulher e prova que, quando
se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.

Qual Seu Número?, de Karyn Bosnak é um livro muito divertido, interessante e gostoso de ler. Eu passei bons momentos com Delilah, sofrendo, dando risada, torcendo por ela e junto a ela. Este é um livro que te envolve e te encanta, pela narrativa fácil e agradável. Eu devorei o livro, e poderia ler mais umas 500 páginas tranquilhamente e não me cansaria. Além do elemento narrativa, o livro está recheado de figuras, listas, simulações de mensagens telêfonicas, mapas, etc. Isso torna o livro mais atrativo e divertido.

Os personagens também são incriveis e dão todo um charme pra estória. Delilah é o retrato de toda mulher que está insegura com a idade, com os relacionamentos mal sucedidos, com o tempo que passa e não mostra resultados. Ela é o retrato de toda mulher que tem força pra lutar pelos seus ideiais, com coragem e determinação, sem medo de errar e de descobrir seu próprio eu. E isto foi muito bacana, o fato de a personagem principal ser tão carismática, mostrando todas as facetas e nuances da mulher, e de como a coragem de seguir em frente e de lutar pelo que se acredita, pode ter uma força transformadora em nossas vidas.

Mas claro que o livro tem muitos outros personagens bacanas, como a mãe de Delilah e sua irmã, Daisy.Ou até mesmo os ex-namorados e ex-casos da moça (Aliás, as situações que ela passa à procura deles são inimagináveis e dão toda a graça pro livro). Gostei também da cachorrinha cheia personalidade que Delilah arranja em uma de suas viagens. a Eva.E amei Colin (o bonitão da porta ao lado do apartamento da moça)

O livro também conta com todos os elementos que um bom chick-lit e comêdia romântica podem ter: tiradas irônicas; frases de efeito; personagens bizarros, divertidos ou engraçados (ou até meio loucos); romance; cenas divertidas; e até um pouquinho de drama. O livro também tem ótimas frases (quotes), além de ótimos momentos que nos fazem refletir sobre diversos assuntos como: diferenças racial e religiosas, ou até mesmo culturais; a aceitação do passado; a luta pelos sonhos; o amor verdadeiro e imperfeito; etc.

Creio que este é um ótimo livro para qualquer mulher dar boas risadas e se emocionar. E para os homens entenderem um pouco mais sobre as mulheres. Um livro para aquele momento de tristeza em que você precisa se animar, ou praquele momento de descontração. Um livro para se ler de bom humor, mal humor, triste ou alegre. Um livro para agradar a gregos e troianos. Eu recomendo sinceramente, pois adorei o livro.

Este livro é para nós mulheres.... Para toda mulher que aprende que o passado é tão importante quanto o futuro. Porque o passado determina tudo o que você é hoje. :)

A MENINA QUE ODIAVA LIVRO






Sinopse: A partir de que ponto a busca pelo poder e pela vitória podem nos afastar daquilo que é bom? E mais que isso, daquilo que é humano? Essas são as principais dúvidas que Anna Sharp coloca aos leitores em seu novo livro, Zul. A vivência do personagem, que dá nome ao livro, faz com que possamos refletir sobre atitudes e valores e, como elas afetam nossa vida e de todos ao redor.

Este é um livro muito bonito, tanto visualmente, quanto no seu conteúdo. 
Primeiramente, falando de sua diagramação e trabalho gráfico, eu digo que babei. A capa é linda e o livro é recheado de detalhes e ilustrações que ajudam muito no contexto do livro. 
Falando do conteúdo, ele é muito interessante. A narartiva é leve e dinâmica, além de ser rápida e fácil. O livro lembra muito um conto, o que instiga a leitura. O que achei muito legal é o uso das palavras aoavesso. Como por exemplo, amor | roma, poder | redop, etc. A autora fez uso desta linguagem justamente para mostrar os sentimentos negativos e como o ser humano pode ser avesso à muitas coisas sem motivo. No livro a sociedade é dividida entre os Cinzas (que acham ter razão em tudo, querendo apenas chegar ao Alto e ter muito redop) e os Coloridos (que levam uma vida de amor e paz). 

Zul é o personagem central da estória. Sendo um Cinza, tudo o que ele quer é chegar cada vez mais Alto, no topo do redop. Pelo menos foi assim que foi educado. Toda a sociedade pensa assim, por que ele pensaria diferente? Além disso, todos os Cinzas como ele têm que carregar pesados sacos de culpa em seus ombros, e pendurar no pescoço colares com contas enormes e pontiagudas (colares que ficam cada vez maiores) denominadas de tenho que. Estes colares representam tudo aquilo que os Cinzas têm que alcançar. 
Um dia Zul machuca sua perna e é salvo por um Colorido. Ele acaba conhecendo também a Colorida Ula, por quem se apaixona. Ele começa a perceber que tudo aquilo em que acreditava não passa de uma visão deturpada do mundo, e que ele precisa tirar as suas lentes Cinzas para enxergar toda a beleza da vida.

Sinopse: Emily Giffin, autora de “Ame o que é Seu”, novamente aborda o tema da infidelidade em seu romance contado em capítulos alternados pela esposa injustiçada e a outra mulher. Tessa Russo está comemorando seu aniversário de casamento, com seu belo marido, Nick, um cirurgião plástico pediátrico, quando seu pager toca. No hospital, ele conhece seu novo paciente, Charlie de 6 anos, que foi gravemente queimado enquanto brincava na casa do amigo. A mãe de Charlie, Valerie, uma advogada bem-sucedida, que criou Charlie sozinha, se sente culpada. Como Charlie passa por diversos enxertos e cirurgias para reparar os danos causados em seu rosto e mãos, Nick se aproxima de Valerie. Tessa, uma dona de casa que tem dúvidas sobre deixar sua profissão, reconhece o crescente distanciamento entre ela e Nick, mas não está certo sobre a quem atribuí-lo ou o que fazer sobre isso. O talento de Giffin reside em tornar seus personagens possíveis e referenciais, e os leitores irão se encantar por ambos

Questões do Coração é um livro tocante, sério e muito real. Apesar de se tratar de uma ficção, poderia acontecer com qualquer pessoa, assim como tenho certeza, deve ter acontecido e irá acontecer.
Emily Giffin aborda em sua estória temas para refletir, que nos deixa atordoados e, muitas vezes tristes, como: traição, desestruturação de uma família (como a separação dos pais), acidentes, negligência, fofoca, amizades, etc. Este nos mostra que, tudo aquilo em que acreditamos, tudo aquilo que amamos é frágil e fácil de se perder.   
Sempre que fico sabendo de alguém que passou por uma tragédia, não penso no acidente ou no diagnóstico, nem mesmo no choque inicial ou no posterior sofrimento. Em vez disso, encontro-me recriando os momentos corriqueiros que antecedem a tragédia. Momentos que compõe nossa vida, momentos que passaram despercebidos e que, provavelmente, seriam esquecidos se não fossem os eventos que se seguiriam. As lembranças anteriores à tragédia. - Tessa
 Assim que li a sinopse do livro me questionei, e fiquei curiosa, para saber qual era o elemento que uniria Tessa e Valerie. Ou seja, que trágico acidente faria com que suas vidas se cruzassem? Imaginei diversas situações e me surpreendi com o que as une.
Tessa e Valerie tem personalidades e vidas bem diferentes: Tessa Russo é mãe de dois filhos e esposa de Nick Russo, um renomado cirurgião pediátrico. Ela abandonou sua carreira para se concentrar em sua família. Sua vida parece perfeita. Valerie Anderson é uma advogada e mãe solteira de um garoto de seis ano, Charlie, que nunca conheceu o pai. Ela não acredita no amor, e sabe que tem que ser forte por si e pelo filho. Mas o que iria tornar suas vidas interligadas é justamente o marido de Tessa: Nick.
Numa noite, um grave acidente acaba unindo as duas mulheres, de uma forma que nenhuma das duas esperava. Elas não se conhecem, e na verdade, nem chegarão a se conhecer tão cedo. O que fará com que elas acabem se esbarrando de fora indireta são suas ações, atitudes e escolhas. E são justamente estes fatores que mudarão a vida das duas mulheres.

Este livro mexe com nossas emoções e nos faz questionar o que é certo, o que é errado, e se uma pessoa boa pode fazer algo ruim, que machuque outrem. A narrativa de Giffin é de longe, perfeita. Há muito tempo não via uma narrativa em que os personagens fossem tão bem construídos, de forma que parecem muito, muito reais. A forma que escolheu para desenvolver os capítulos ficou muito boa, alternando as visões de Tessa para Valerie. Os capítulos intitulados de Tessa são narrados em 1ª pessoa e os de Valerie em 3ª pessoa, o que torna a leitura ainda mais interessante.
Eu não vou falar muito da estória aqui, pois seriam spoilers (não que haja muito mistério sobre a trama). Mas o fato é que é interessante a leitura em si, pois não é a estória que é tão importante, mas os acontecimentos e sentimentos narrados. O que posso falar é justamente sobre os personanges. 
O talento de Emily Giffin consiste em fazer com que acreditemos em seus personagens e nos relacionamentos com eles. Os leitores ficarão fascinados com este romance cativante e cadenciado. - Booklist 
 Em primeiro lugar, eu tenho que falar que eu simplesmente amei Charlie, ele é um personagem muito interessante, além de ser maduro demais para sua idade. Tudo o que ele passa, depois do acidente, ficando hospitalizado e aguentando o tratamento, tendo apenas a mãe para se apoiar, e além disso alimentando esperanças e desejando ter um pai é simplesmente avassalador. E isto é pouco para descrever o que senti e me condoi por ele.
Tessa por sua vez me surpreendeu. E sinceramente, não sei como ela aguentou tudo o que aconteceu com ela, de forma tão serena (apesar de abalada). Eu não teria nem um pouco da paciência dela, tenha certeza disto. De início ela parecia estar cercada por tudo o que há de bom, e sua vida parecia perfeita...aliás, perefita demais para ser verdade! E realmente não era! Apesar de sua história com Nick ser linda (o modo como se conheceram é um conto de fadas), ela engole muito sapo por sua causa, o que é terrível! E eu posso dizer que apesar de ser lindo, perfeito, etc eu não gostei de Nick? Posso? Por que realmente ele não me agradou nem um pouco: ele está longe de ser o homem que pinta ser! Nick é arrogante, cheio de si! Ele dá mais valor para seu trabalho, ele respira o trabalho, pensa no trabalho, come o trabalho, dorme com o trabalho (ooopsss, e não é que isso se torna algo real?...desculpem o trocadilho). Caramba, ele é muito irrittante. Sua imperfeição perfeita! Humf! Ele não dá nem um pouquinho de valor para seus dois filhos lindos (fofos) e vive mais no trabalho que em casa, além de dar muito pouco carinho para a mulher que supostamente ama. Tudo bem, temos que entender que ele é um cirurgião famoso e tal! Mas o que justifica depois ele ter tempo (E vontade) quando conhece Valerie e Charlie? Por que ele tem mais interesse em desconhecidos do que na familia? Nada justifica suas atitudes.  
Só sabia de uma coisa. Sabia que meu marido estava paixonado por Valerie Anderson, a única mulher com quem fizera amizade a não ser eu. A mulher por quem saiu do trabalho no meio do dia para ir até a escola que eu queria que ele visitasse durante meses, conversando aos sussurros com ela no estacionameno. {...} A mulher que ele conheceu em nosso aniversário de casamento. Naquela noite estrelada quando tudo começou. Na noite em que viu o rosto dela e de seu filho pela primeira vez, a noite que, desde então, ele guardou e memorizou e, talvez, até viera a amar. - Tessa 
E Valerie?  Ela se mostra uma mulher determinada e confiante de inicio, mas no decorrer da trama acaba se revelando como uma mulher sem nenhuma auto-estima, sem personalidade. É impossivel não ficar triste com sua situação, com seu sofrimento (por si e seu filho). E é impossivel sequer imaginar pelo que ela passou e está passando. Mas nada justifica seus atos. Ela parecia ser uma mãe dedicada e atenciosa, mas acaba colocando o filho de escanteio por causa de um homem (não que não dê atenção ao filho, mas está mais preocupada com a noite maravilhosa de prazer que não poderá mais ter). E isso me deixa revoltada. Mulheres assim, que pensam pequeno, e que não conseguem viver por si mesmas, não tem personalidade. Ela que parecia tão determinada, se contradiz, afinal, ela tenta provar que não precisa de homem algum para cuidar de seu filho, mas só está tentando se enganar. Ela se apaixona por Nick, mas mesmo assim suas atitudes não são de uma mulher madura e sim de uma adolescente boba (claro, ela não tem culpa de estar amando-o, e isso é impossível de impedir, mas ela é culpada de saber que ele é casado e mesmo assim se envolver).  
Ela se perguntava quem havia sido o idiota que um dia disse que era melhor ter amado e perdido que nunca ter amado. Nunca havia discordado tanto de algo. - Valerie  
 Eu não desgostei totalmente dela, mas me senti realmente triste com o rumo que a personagem teve (uma personagem que tinha tudo para me cativar). E quem rouba a cena então é Tessa, que mostra ser mais forte do que parecia.
Ufa! Expressei um pouquinho do que penso. Agora, o final do livro me surpreendeu (o finalzinho do finalzinho). Eu imaginei que o desfecho seria um e no  fim foi outro.

Questões do Coração, como já disse, nos faz refletir, sobre o certo, o errado, sobre o que realmente nos é importante e o que realmente sentimos e, até mesmo em determinados momentos, deixamos de sentir. É um livro que nos faz pensar em como lidariamos com as situações que os personagens passam, e o a lidar com as situações mais inusitadas e terríveis, da melhor forma possível. Um livro que mostra que devemos ter força e determinação e, principalmente, confiarmos em nós mesmos. E acima de tudo, que muitas vezes para sermos felizes, devemos ter a humildade de saber perdoar.

Gosta de romance? Gosta de drama? Gosta dos dois? Então recomendo este livro para você. 


Enquanto a cabeça racionaliza, o espírito sente. A razão segue as conveniências do mundo. O espírito busca a essência daquilo que é. Quando a sensibilidade se abre, energias tumultuadas e emoções novas surgem trazendo insegurança, e é preciso estudar a mediunidade para manter o equilíbrio. Neste livro, Juliana nos mostra como agir: não se confundiu com o mundo, aceitou a mediunidade sem hesitação, tornou-se um canal do bem e dos valores da espiritualidade, com firmeza e serenidade, abrindo apenas as portas do coração.

Antes de mais nada, quero deixar claro que Zibia Gasparetto escreve romances espíritas, psicografados. E, ao ler este livro, gostaria que muitas pessoas tivessem a mesma oportunidade. Independente de sua religião, pois a mensagem que o livro passa (apesar de nos apresentar fundamentos espíritas) é pura e bela, uma verdadeira lição de vida. Acho que todos deveriam ter a oportunidade de ler livros que mexam com seus sentimentos e façam verdadeiramente refletir na vida e em seu mais profundo sentido.

Então, como disse, eu recomendo a leitura de Pelas Portas do Coração. Não por falar de religião x ou y,mas por trazer para os leitores uma personagem que nos faz pensar muito. Juliana nos ensina o quanto a vida é importante e está cheia de significado; como Deus está em tudo, em todos, em cada pequeno detalhe da vida; em como muitas vezes deixamos de apreciar a verdadeira beleza de estar vivo, agraciado pela benção de Deus e nos prendemos à convenções banais da sociedade, de costumes antiquados, ou até mesmo de preconceitos e limitações impostas sem sentido algum.

Deus está em nós, e age através de nós. pág. 149 

Zibia Gasparetto... este é um nome que você já deve ter ouvido falar, independente se já leu um livro dela ou não, deve entender a magnitude da autora. Ela é uma das maiores escritoras dos últimos tempos, trazendo os preceitos espíritas, através de sua escrita, trazendo luz e paz para os que leem seus livros. Cheios de sensibilidade e amor, e cheios de verdades. Olhar verdadeiramente para a vida, e o que se faz dela, às vezes é muito difícil, mas Zibia nos faz refletir. Nos faz acreditar que mudanças podem sim acontecer.

Pois eu creio na mudança. Se você se libertar dos pensamentos tristes, ligar-se com Deus no coração e pensar só no bem, ele agirá através de você, e sua vida se tranformará em felicidade e luz! pág. 83

Este é o primeiro livro da autora que tenho oportunidade de ler. E, diga-se de passagem, gostaria de ter lido muito antes. Agora que li Pelas Portas do Coração, anseio poder ler outras obras de Zibia. Sua mensagem me tocou profundamente, causou um grande impacto em mim. Em quase 500 páginas de pura lição de vida e ótimos pensamentos, terminamos a leitura com uma visão mais otimista, mais feliz e cheia de significado da vida. Vale a pena ler!

- A oração acalma, fortalece, ajuda. A crença na espiritualidade apoia, consola, esclarece. Porém, o que move os fatos em nossa vida e os modifica são as nossas crenças profundas e nossas atitudes. Primeiro, é preciso ser para ter, é preciso sentir para fazer, irradiar para atrair. Sem perceber as coisas verdadeiras da vida, sem enxergar a luz, a beleza, o bem que está aqui à sua disposição, como atraí-los em sua vida? Lembre-se, meu filho, tudo é questão de sintonia, afinidade. Como ser feliz acreditando no mal? Como ser corajoso e livre temendo o futuro e a sociedade? Como desenvolver seus dons e potenciais pensendo ser limitado e incapaz? pág. 115

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
Stephanie Perkins ataca novamente com mais um livro gracinha. Mas antes de mais nada eu tenho que dizer que, apesar da autora manter o mesmo estilo, não conseguiu superar Anna e o Beijos Francês (até o momento meu livro preferido da autora, e insuperável). O livro de Anna é maravilhoso, encantador, e sim, nos faz suspirar. Mas Perkins não cosneguiu atingir o mesmo nível em Lola. Deixando claro que ambas as histórias são bem diferentes, cada uma com seus encantos e lições. 

O principal foco do livro, apesar do romance de Lola e Cricket, é a descoberta do verdadeiro eu, ou seja,Lola se descobrindo, além das roupas e do figurino diferente que a garota usa. Pode parecer que eu tirei lições onde muita gente vai ver apenas um livro de romance juvenil, mas eu realmente me aprofundei mais na trama. Talvez este nem seja o objetivo da autora, mas foi como enterpretei a história. E achei muito bacana, pois ao decorrer da trama, depois de muitos altos e baixos da senhorita Lola, um tanto teimosa e orgulhosa, e depois de quebrar muito a cara, ela realmente amadurece, cresce e se transforma. Ela descobre que está além de ser apenas uma garota diferente, com gostos para moda um tanto inusitados... ela se descobre verdadeiramente.Não só este ponto me agradou no livro, mas o fato de o perdão e o amor superarem muitas das adversidades enfrentadas pelos personagens, principalmente entre Lola e sua mãe problemática.

Os personagens também foram muito bem construídos e suas relações e ligações tanto sentimentais, quanto interpessoais são bem interessantes. E há uma diversidade bem grande de personalidades interagindo, como os pais gays de Lola (que são super normais e eu os adorei)Max, o namorado roqueiro da garota; Cricket, o garoto que deixou uma profunda mágoa e um amor inesquecível de infância em Lola; a irmã de Cricket, Calliope, patinadora e ex-amiga da garota, entre outros... e claro, a própriaLola. E para os fãs de Anna, tanto ela quanto seu namorado St. Clair fazem uma grande participação no livro, mas você não precisa ter livro Anna e o Beijo Francês para entender sua aparição.

Como disse anteriormente, a autora não manteve o mesmo nível do livro de Anna, mas nem por isso Lola e o Garoto da Casa ao Lado é menos interessante. A narrativa da autora é tão envolvente e cativante que nos prende do início ao fim; com uma história divertida, em alguns pontos emocionante, e em tantos outros com momentos meigos e fofos. O romance entre Lola e Cricket foi o ponto forte para mim. Achei muito bacana o modo como a autora desenvolveu o relacionamento dos dois, crescendo e se solidificando aos poucos, apesar de achar que faltou algo... mas, o final compensa qualquer pontinho negativo!

Então, se você é ou não fã da autora, mas gosta de um romance YA totalmente meigo, este é seu livro. É uma leitura satisfatória, fácil, rápida e divertida. Recomendado!

Sinopse:  Há muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.  Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o interno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade (Fonte: Contra-capa do livro).

Resenha:   Eduardo Sporh esbanja talento nesse livro. Construindo de forma notável, criativa e apaixonante, uma trama de proporções épicas. Um belo trabalho que não fica nada a dever aos grandes nomes da “literatura de fantasia”, como: Terry Brooks, Emily Rodda, Licia Troisi, Christopher Paolini, entre outros.
               
Em A Batalha do Apocalipse, o autor une o Livro do Gênesis e o Livro do Apocalípse bíblicos com singular ousadia. Sem ser pedante ou tendencioso, Eduardo Spohr não se apega ao canone místico, ou mitológico, da fé cristã  para recriar as suas legiões de anjos, serafins e arcanjos. Despojado de qualquer dogma, vai além dos conceitos sobre a criação do universo, do nascimento do homem, do surgimento das civilizações, da missão do Messias, da angeologia, da demologia e da própria existência de Deus, descritos na Bíblia. Sua obra transcende o mito, a superstição, as lendas e até mesmo a fé, e desnuda  um universo onde o gênero humano não passa de fantoche nas mãos dos ganaciosos arcanjos.

Ao ler A Batalha do Apocalípse,  deixe  de lado crenças religiosas e conceitos dogmáticos da fé. Considere que o livro se trata de uma obra de ficção, onde o autor expressa toda a sua genialidade literária. Desta forma, a leitura se tornará muito saborosa, trazendo-lhe uma satisfação ímpar. Esse é o melhor livro sobre o tema “Apocalipse” que já tive a oportunidade de ler.  Eduardo Spohr prova que a literatura brasileira atingiu um novo nível autoral e uma qualidade narrativa impressionante. É, sem dúvida alguma, um modelo a ser seguido. 

A começar pela capa, com a excelente ilustração de Stephan Sölting, o livro possui um cuidadoso trabalho gráfico. A narrativa, em suas quase 600 páginas, é clara e concisa, com um estilo próprio, sem exageros ou excessos. Os personagens são condizentes com a  trama, e nenhum deles, por mais simples que seja sua participação, fica sem uma apresentação adequada e esclarecedora dentro do contexto geral.  Adorei o  glosário no final do livro, com os nomes em ordem alfabética dos personagens e das localidades, com explicativo. A cronologia  das datas apresentadas na história também ficou ótima.

Nas primeiras 70 ou 80 páginas do livro  os diálogos e a narrativa são um tanto que truncados, pouco articulados.  Fiquei com a impressão de que Eduardo Sporh estava ensaiando, tentando encontrar  um equilíbrio adequado entre narração e diálogo. Pensei seriamente em abandonar a leitura. Fiz bem dar uma chance ao livro. Porque,  a partir deste ponto em diante, a narrativa decola, toma corpo e articula-se de tal maneira que parece que a história ganha alma própria. Flui de forma envolvente, enredando-nos em suas linhas até o último parágrafo, consumindo nossa atenção de um só fôlego.

Os arcanjos e anjos da mitologia criada por Sporh possuem interesses que vão além dos desejos humanos. Os homens, aliás, são tidos como seres abjetos que merecem e precisam ser exterminados. Os Arcanjos, invejosos, desalmados, bem que tentam: na expulsão do Paraíso, no dilúvio, na destruição da torre de Babel, no extermínio das cidades de Sodoma e Gomorra, além de outras catástrofes devastadoras, como a destruição da Atlântida e da fabulosa cidade de Enoque.  Constantemente em guerra, os invejosos Arcanjos estão prestes a destruir o universo para consolidar os seus planos mesquinhos de domínio. No meio desse embate apocalíptico, surgem heróis de proporções divinas que fariam Gilgamesh ficar de cabelo em pé e roer as unhas. Ablon, o Primeio General Renegado, e Shamira, a feiticeira de En-Dor, formam um par de imortais aguerridos e apaixonados que lutam para salvar a humanidade dos maléficos arcanjos. Diante do Armagedon, a luta é de uma ferocidade que me transportou imediatamente às suas fileiras, e, por diversas passagens  marcantes, me senti revestido de couraça reluzente e içado aos céus em asas igualmente potentes, tamanha é a empatia que a narrativa nos causa.  

Os cenários onde se passam a trama do livro são variados. Temos os Planos Celestes, as profundezas do Inferno,  Babilônia, Roma, China, Europa Medieval, Rio de Janeiro, Israel, abarcando uma linha de tempo que remontam aos primórdios da formação do nosso planeta terra.  Gostei muito da  parte em que Ablon viaja da China para Roma, e de lá para Israel. Toda essa parte é narrada em primeira pessoa, com muita inspiração filosófica e lutas incríveis.

Além de Ablon e Shamira, Eduardo Spohr criou personagens que transbordam vida, ferocidade, paixão, obstinação, inveja, ódio, humildade, amor e tenacidade. São tantos, que é impossível ficar indiferente ao conflito por eles perpetrado no Céu, na terra, ou mesmo nas masmorras do Inferno. Aliás, por falar no capeta, a descrição que ele faz do Inferno  é  apavorante. Uma das melhores que já tive a oportunidade de ler.  Dante Alighieri, certamente,  está se contorcendo em sua tumba, consumido pela inveja. Vai ver é outro arcanjo pretencioso…

A Batalha do Apocalipse é uma grande sacada da Verus Editora que acertou em cheio com esse lançamento.  O livro é espetácular, e espero que Eduardo Spohr nos brinde em 2011 com um outro título de dimensões divinas.



Sinopse: Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade.  Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. E é então que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura. Belo desastre é um livro sexy e apaixonante, que vai deixar você completamente viciado.

Belo Desastre se tornou fenômeno nos Estados Unidos, primeiro na internet, e logo chamou a atenção de diversas editoras. Aqui no Brasil, o livro de Jamie MacGuire foi publicado pela Editora Verus e segue o mesmo caminho de sucesso que atingiu lá fora, se tornando hit entre os jovens leitores. Cansados de ler apenas histórias sobrenaturais em que mocinhas se envolvem com vampiros e lobisomens, ou outros seres mágicos, e ávidos por histórias em que o real se faz presente, agora podem encontrar este tipo de leitura, em que as editoras estão investindo e apostando alto. Belo Desastre é um exemplo do gênero. Se você busca ler um livro em que um romance bonitinho e cheio de fantasia não se faz presente, este é seu livro.
Antes de mais nada arrisco dizer que este é o tipo de livro para se amar ou odiar, sem meio termo. Ao decorrer da minha resenha você entenderá porque.

A narrativa de McGuire é muito boa, aliás, diga-se de passagem, muito envolvente e impecável. Isto porque a autora sabe como desenvolver seus personagens com maestria. Eles se tornnam tão reais e tudo o que os envolvem se torna tão verossímel, que é passível de acontecer. McGuire apostou em uma trama simples, em qual o foco são os sentimentos dos personagens e seus dramas pessoais. Os personagens são muito intensos, e suas personalidades são marcantes e fortes, predominando como ponto alto no livro. É aí que você poderá amar ou odiar o livro. Não vou ficar entrando em detalhes sobre a trama ou história, poque tenho certeza de que ler é a melhor solução quando se quer saciar a curiosidade sobre um determinado livro. Como este é um sucesso, com certeza você deve estar curioso (a) para saber, assim como eu estava, porque Belo Desastre fez tanto barulho e está arrancando suspiros e elogios dos leitores. Então, o que digo é: veja com seus próprios olhos. Acho que para cada pessoa ele causará uma reação e terá um efeito. Para mim ele causou uma impressão forte, um misto de admiração e irritação.

Por que? Ao começar a ler o livro fiquei encantada com os personagens, Abby tinha um mistério em seu passado, algo que a fez fugir de sua cidade com sua melhor amiga America para se refugiar em outra, indo estudar na Eastern, uma faculdade. É lá que a garota conhece o intrigante Travis MaddoxOk, isto é o básico, e vou parar por aqui. O que realmente importa é como o livro te afetará ou não.
No meu caso, como dizia, eu adorei o início do livro, com seu clima gostoso e a tensão que crescia entreAbby Travis era deliciosa. Ambos estavam apaixonados e perdidos, tentando se manter afastados mas sem muito sucesso. Se tornam amigos, mas esta amizade vai além do que se poderia prever, causando um impacto enorme em ambos. Seus momentos mais felizes eram vividos juntos, e quando menos esperavam, já não conseguiam mais viver separados.

Ao decorrer da história, os dramas, sentimentos, pensamentos e personalidade dos personagens vai vindo à tona e sendo pincelado. Em um determinado momento do livro, suas personalidades dominaram de tal forma a narrativa, que você sente exatamente o que Abby está sentindo (já que a narrativa é em primeira pessoa, pelo ponto de vista da garota). Lendo este livro, eu senti um mix de emoções, e tive um misto enorme de pensamentos com relação a ele. Não sabia se o amava ou se me irritava. Em certo ponto, quando ambos ficam finalmente juntos, então as coisas realmente começam a ficar intensas. E cara, como ficam!

Além do relacionamento deles pegar fogo (literalmente), você consegue se aprofundar mais em como ambos se encaram, os segredos de Abby e até o porque Maddox é este bad boy que não se ligava a ninguém e parecia incapaz de amar. Eu dou parabéns à autora pela sua capacidade incrível de fazer seus personagens parecerem tão reais, a ponto de nos fazer amá-los em um momento e querer esmurrá-los em outros. E é isso que aconteceu comigo.  

Então vamos lá, falar dos personagens. Travis Maddox... Ah, o bad boy bonitão do momento. Ele realmente é um personagem um tanto complexo (lindo e complexo) e um tanto... polêmico. Por que isso?Porque ele faz de tudo para ter a mulher que ama ao seu lado. Travis tem um lado sofrido e doce, e faz de tudo para mostrar o quanto a ama. Mas seu lado predominante é o lado bruto. É ai que eu me irritei um pouco, pois Abby aceita atitudes de Maddox de forma impensada. Ele quer Abby a seu lado a todo custo, e nada pode contrariá-lo, senão ele tem ataques de fúria, e ataques explosivos. O lado "negro" deMaddox é realmente um tanto feio, e nada certo. Pode parecer bonitinho um cara ciumento e bad boy, do tipo que as garotas querem salvar  (E é isto que a autora tenta passar no livro, no meu ponto de vista), mas na minha opinião, o modo como o personagem se comporta é um pouquinho assustador. Maddoxchega a extremos realmente assustadores e pertubadores. Quando fica nervoso e contratriado, quebra tudo, bebe até encher a cara, bate em qualquer cara que chegue perto de Abby e a domina. Sua personalidade é totalmente carente, dominadora, possessiva, impulsiva, abusiva...e insegura.
Este lado do personagem é o que se apresenta dominante da metade do livro em diante. Isso me incomodou um pouco. Pois tudo o que Abby e Travis faziam era ir e voltar, ir e voltar... e brigar. E brigas realmente feias. Apesar de tudo, Travis não chega a bater ou maltratar Abby, ele na verdade tenta a proteger de todas as formas possíveis ao seu alcance e seu lado doce aflora quando está com ela,  mas ele mexe com o psicológico dela de uma forma que só ele sabe fazer. Ambos se tornam dependentes um do outro. Um outro ponto negativo do livro é como os personagens fogem de seus dramas: bebendo!Claro, não tenho nada contra quem bebe e gosta de beber. Cada um sabe o que faz, mas nada pode acontecer com eles, que já estão com um copo de bebida na mão, afogando as mágoas. Então, além da violência, que se torna extrema em muitos momentos do livro, há o fator de fuga de realidade através da bebida.

Eu gostei de Abby, ela é forte e, até certo ponto, determinada e uma garota corajosa. Mas a autora criou uma persoagenm realmente controversa. Pois quando o assunto é Travis Maddox, a garota simplesmente não consegue ser tão firme. Em um momento, quando ele a decepciona de uma forma grosseira, ela se vê determinada a deixá-lo. Mas basta ele dar qualquer sinal de carência, ou de que precisa dela, para que ela o aceite de volta. Jammie McGuire criou uma personagem muito real, mostrando a realidade de muitas garotas que vivem a mesma situação. Ela é louca pelo cara, apesar de ele a lembrar muito de seu passado. Ela queria tudo, segurança, estabilidade... menos um cara complicado como ele. Mas não se ecolhe quem se ama, e ela também não teve escolha.

Em partes, entende-se porque Maddox é tão volátil, afinal ele tem uma grande insegurança, tendo medo de perder quem mais ama. Isso se mostra em forma de ciúmes, brigas, etc. Este foi um lado negativo para mim no livro. Mas ao mesmo tempo, tudo isto, torna o livro muito real e único. Belo Desastre não é o tipo de livro com um romance mamão com açúcar que você até chora no final. É um livro forte, intenso e até certo ponto dramático. A instabilidade dos personagens e suas atitudes tornam a história crível. Muitas garotas devem ter passado por isso ou ainda irá passar, e até mesmo sofrer com um relacionamento problemático.
Aliás, o titulo do livro é perfeito. Pois ambos vivem o que há de mais belo, que é a chance de amar e viver este sentimento. Mas suas personalidades conflitantes quase tranformam tudo em um grande desastre. Ambos, juntos, formam um belo desastre, realmente. Mas se encaixam de uma forma sem igual. Aceitam o que cada um é de uma forma bonita até. E se amam mesmo com todos os seus erros e acertos. 

Gostei de America e Shepley, amigos do casal. Shepley tem uma personalidade calma e doce. Americapor sua vez é a amiga que toda garota pediu à Deus. Ela cuida de Abby, guarda seu segredo, e a defende. America também tem uma personalidade forte e marcante... cativante até.

Falando do trabalho editorial da Editora Verus, eu fiquei muito satisfeita com o resultado. Está tudo impecável e muito bonito. A diagramação e tradução estão perfeitas, e não há nenhum erro de gramática. Ponto positivo para a edição.

De forma geral, considero Belo Desastre um tanto polêmico. Muita gente pode gostar pelo simples fato de ser um romance diferente do usual, e vai se apaixonar pela trama e desventuras dos personagens. Assim como vai adorar este relacionamento conturbado e tenso. Nisto a autora está de parabéns e conseguiu atingir seu objetivo com louvor. Aliás, um fator positivo é que McGuire consegue te prender de tal forma, que você não sabe o que esperar. O livro pode acabar tanto de forma maravilhosa quanto de forma trágica, e esta tensão dá um toque especial para a trama.
Um outro grupo, talvez, vai se decepcionar um tanto com a história. Principalmente quem esperava uma trama bonitinha e açucarada, com um romance perfeitinho. Ou vai se revoltar com a personalidade volúvel de Travis e submissa de Abby.

Independente de qual grupo você se encaixará, posso dizer que Belo Desastre é um livro que sim, deve ser comentado e muito falado. Esta dualidade de situações e emoções que o livro causa, é muito bom e pode gerar muitas opiniões interessantes. Tenho certeza, que assim como eu, você irá se envolver e ter uma gama de emoções incríveis, do início ao fim do livro. Não acho que Belo Desastre é um livro apenas para se ler. É um livro para se ler, e refletir.

Confira a historia de Abby e Travis, e tire suas próprias conclusões. Depois me diga o que achou.

Sinopse: Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada...

Assim que vi a sinopse deste livro, fiquei bem interessada. Mas não sabia realmente o que esperar do livro, se ele iria ser algo mais psicológico ou algo mais voltado para um suspense. Iniciei, então, a leitura de Bela Maldade, sem esperar muito, totalmente curiosa para saber o que foi abordado por Rebecca James, em sua trama.

O livro é divido é dividido em três tempos: o passado de Katherine, com a morte de sua irmã Rachel; o passado recente (este é o tempo onde a narrativa de Rebecca se concentra, em sua maior parte), onde sabemos o que aconteceu com Katherine e Alice, e sua amizade "maldosa"; e o presente, que se passa alguns anos depois do desfecho do passado recente, e nos apresenta o desfecho da trama de forma geral.
Falando assim, vai parecer meio confuso para vocês, e talvez seja um pouco mesmo. Para quem é meio distraído, a dica é prestar bem atenção a estas mudanças de tempo, pois os capítulos não são intitulados de forma que os identifiquem, e eles acontecem no transcorrer da estória, sem prévio aviso, complementando acontecimentos. Para mim, o que tornou o livro mais interessante, foi o mistério envolvendo a morte de Rachel.  A autora, soube dosar bem este suspense, e o fato de ter entremeado os tempos de Katherine, e dos acontecimentos, contribuiu para este detalhe. Aliás, a morte da garota é o ponto central da estória, o que move tudo, até mesmo os personagens, e traz consequências inimagináveis. E assim que você ler este livro entenderá o que digo.

A autora soube escrever uma estória, onde os personagens realmente têm personalidade, sentimentos e feridas que os tornam muito, muito reais. O modo como ela mexe com nosso psicológico e nossos sentimentos e dos personagens, é simplesmente incrível.

Fiquei realmente surpresa com o desfecho, de forma geral, e o motivo para que Alice fosse tão louca. Eu realmente não imaginava que tudo aconteceria como aconteceu.  Apesar de eu ter gostado do livro, claro que fiquei extremamente triste com o final, e isto era inevitável e óbvio, mas mesmo assim, fiquei torcendo para que fosse diferente. Eu esperava umas coisas mais insanas de Alice, mas no fim tudo o que ela fez já é bem assustador. Acreditem, e real demais.
Mas só consigo olhar para os olhos de Alice. Eles são frios, avaliadores, e as pupilas, tão dilatadas, que tudo o que posso ver é escuridão. Dura e inflexível. Profunda. Implacável. Ali, só há trevas. ~ Página 114
O livro é bem fortinho, apesar de que talvez, para você não pareça, mas ele tem um forte apelo psicológico o que traz um clima mais denso, e consequentemente, pode não agradar a todos. Este é o tipo de livro que te deixa meio pra baixo, mas que pode trazer uma mensagem bem legal. Um outro ponto forte do livro é sua diagramação e capa que ficaram excelentes, vale a pena conferir.

Se você é do tipo que adora um suspense psicológico, vai gostar do livro. ;)

Sinopse: Um homem preso em uma cidade, perturbado pelas sombras do seu passado, por um relacionamento fracassado. Em busca de respostas não apenas para seus conflitos, mas também para as mortes que estão ocorrendo ao seu redor. Será preciso solucionar um porblema para tentar solucionar outro. Descubra junto deste estranho viajante qual é o mistério que enveolve Coonwalt. é preciso descobrir o que está acontecendo, e quem está envolvido, pois o tempo se esgosta rapidamente. SÃO APENAS CINCO DIAS. 

A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro foi a capaVocês sabem eu amo capa. Bom, claro que eu não julgo um livro apenas pela capa. Na verdade é todo um conjunto de coisas que define se um livro é bom ou não. Mas tudo bem, a capa me chamou a atenção! Eu gostei muito do ar de mistério que a capa mostra. Aí depois eu li a sinopse, a mesma que está aí em cima, e já me empolguei. Afinal, adoro livros de terror e suspense. 
Então quando comecei a ler o livro ele não me decepcionou.  Logo de inicio o livro já começa como num filme. Aliás, deixa eu comentar uma cosa que eu adorei no livro: ele me lembrou um filme. Não vou dizer que ele é cheio de ação e de sangue, se você espera ver isso no livro, porque não tem. Não é um livro de terror, é um livro de suspense. Na verdade, o clima que o livro transmite me lembrou o clima de filme.
Deixando isso bem claro, continuo, então, minha resenha. O livro é curto, tem apenas 128 páginas, o que eu achei uma pena, pois poderia ter mais umas 300 e eu não ligaria
Doriedison Santos escreveu uma estória gostosa e leve de lerEu li super rápido. Você devora o livro e ainda quer mais. 
Como eu já mencionei anteriormente, eu adoro R. L. Stine, e uma série que eu gostava muito dele era oA Rua do Medo5 Dias me lembrou alguns dos livros de R. L. Stine, com um clima de suspense e agonia, super gostosos de prestigiar. Sua narrativa é ágil e constante, o que contribuem para a facilidade de leitura.
Só o nível de suspense que eu achei fraco, eu já sabia quem era o culpado logo de cara. 
Fora isso o livro é show! 
Em resumo eu gostei muito do livro. E pra quem gosta, assim como eu, e um suspense gostoso de ler, este livro vale muito a pena. 

Sinopse: Uma policial exemplar A tenente Lindsay Boxer não podia vacilar: era matar ou morrer. Ela estava na mira de uma arma. Se não puxasse o gatilho da sua pistola, a Polícia de São Francisco perderia um dos seus melhores oficiais. Lindsay não teve dúvida, afinal era legítima defesa. O resultado: uma adolescente morta, uma cidade dividida e a tenente no banco dos réus. O julgamento que pode mudar uma vida Antes de ser levada a júri, Lindsay resolve descansar na pitoresca Half Moon Bay. Mas não é exatamente descanso o que ela encontra. Uma série de crimes vem assustando a pequena cidade. Não há pistas nem testemunhas. Porém um detalhe intriga a tenente e pode ter ligação com um caso jamais resolvido. As cartas já estão na mesaCom a ajuda das amigas Claire e Cindy nas investigações, Lindsay corre contra o relógio para deter a onda de assassinatos. Enquanto isso, conta com o auxílio da advogada Yuki Castellano para provar que é inocente da acusação que pesa sobre seus ombros.

Assim como no primeiro livro, O Dia da CaçaJames Patterson não me decepcionou. 4 de Julho é muito bom também. Um thriller policial de primeira, leitura obrigatória para os amantes do gênero e para os leitores ocasionais, à procura de uma boa estória para colocar em dia o hábito da boa leitura.

A capa do livro não me entusiasmou muito, e já vou adiantando que esse é o único ponto negativo (pelo menos para o meu gosto) que vou apontar acerca do livro. Mas, como diz o ditado: beleza não se põe na mesa. Não é mesmo? Por isso, o que realmente conta é o conteúdo. E conteúdo é o que 4 de Julho tem de sobra.

James Patterson repete a façanha de contar uma boa história em 207 páginas que, certamente, poderia preencher perfeitamente 500 páginas de um livro. São 146 capítulos curtos, com uma narrativa clara, objetiva e precisa. Patterson e Maxine não perdem tempo com enrrolação, vão direto ao ponto. Na época atual, onde tudo é mais do que instantâneo e imediato, o livro segue nessa vertente com uma leitura rápida, intensa, limpa e, o que é melhor, com muito conteúdo. (Sinceramente, não sei como o autor consegue falar tudo em tão pouco espaço!).

Os personagens não deixam para menos. Como em todos os livros do autor, você pode esperar por personagens humanos, cativantes, que é impossível não sermos atraídos por suas atitudes. Lindsay Boxer, a protagonista desse livro, é simplesmente apaixonante. Íntrega, verdadeira, amiga, boa policial, amante perfeita, e o mais legal, de pavil curto. Mas só com os cafajestes, obviamente.
E por falar em sujeitos de mau-caráter. Os assassinatos em 4 de Julho são bem interessantes, originalíssimos (pra dizer o mínimo) e impactantes. O suspense é garantido até a última página. Acaba-se suspeitando de tudo e de todos, o que é inevitável. Eu mesmo apostei em dois e, no final do livro, quebrei a cara. Faça você a sua aposta e veja se acerta quem é o serial-killer, porque o desfecho é dramático e surpreendente. Garanto. 

4 de Julho vai muito além do romance policial estiriotipado do tipo thriller de suspense com multiplos assassinatos e investigação forense. Além de ser competente nesse quesito, 4 de Julho ainda nos faz refletir sobre a condição humana inserida num contexto social moderno, com conflitos sociais bem atuais. Por exemplo: Lindsay vai a julgamento por ter agido em auto defesa contra dois delinquentes homicidas. Não é, de fato, o que se vê na TV o tempo todo, a polícia fazendo o seu trabalho de mãos atadas, por que os criminosos "possuem direitos" e as vítimas o consolo dos parentes. E há outros aspectos interessantes no livro, como: amor, amizade, companheirismo, ódio, vingança, injustiça, etc. Assuntos para fazer a gente refletir sobre o nosso papel na vida. 

Com uma boa ambientação, precisa e atual; uma intrigante e tensa história policial; narrativa fluida e rica em diálogos inteligentes e humanos; personagens cativantes, apaixonantes; 4 de Julho afirma-se como um bom romance policial que repete a qualidade literária de James Patterson como autor de best sellers. Particularmente, amei esse livro. De tudo a favor, só tenho um contra: a capa. De resto,o livro é recomendadíssimo.